miércoles, 21 de enero de 2015

EL TÚNEL DEL OLVIDO






obra de Carroll Cloar




Se aleja despacio, lenta pero irremediablemente, por el túnel sin salida del Alzheimer.
Atrás va quedando lo que ha sido, lo que ha amado, lo que ha aprendido, lo que la hizo vibrar y lo que la hizo sufrir, su nobleza de alma, su sensibilidad, su imaginación y su alegría de vivir, todo disuelto en la bruma espesa de la nada donde se ahogan también los sueños de quién tanto la ha querido. 
Duele más que un cuchillo ese momento en que por primera vez te mira como a una extraña, en que ya no recuerda ni tu nombre: algo dentro se te rompe con el crujido seco de todos los finales.
Somos demasiados para que los dioses se ocupen de nosotros personalmente.



obra de John Rogers Cox


4 comentarios:

  1. Minha querida, é uma das coisas que mais me dói é saber desse "desaparecer" na bruma que sai a uns e não a outros, como a lotaria. E que tive a tristeza de ver.
    Claro que os deuses não têm tempo para nós, nem nós temos tempo para nós próprios nem para os outros. Limitamo-nos a observar e a sofrer. E a ter medo...
    Beijos

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  2. Essa é uma doença terrível e assustadora.

    Talvez sofra mais quem está por perto, do que quem tem a doença, que não se apercebe do que lhe vai acontecendo (pelo menos numa fase mais avançada.)

    Um beijinho grande e bom finde:)

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  3. oJALÁ NUESTROS CIENTÍFICOS YA NO TARDEN MUCHO EN ENCONTRAR LA SOLUCI
    ÓN PARA ESTE DESASTRE.
    mEGUSTÓ MUCHO EL TEXTO Y LAS PINTURAS.
    Perdone la letra...

    uN ABRAZO,
    mANUEL

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  4. Olá meus amigos, como é maravilhoso encontrar sites com este seu. Parabéns pelo belo trabalho, já estou seguindo.
    Aproveitando a oportunidade gostaria de compartilhar com você nosso
    blog. Ficaremos felizes por vossa visita e mais ainda se seguir-nos.

    AGUARDAMOS SUA VISITA

    Atenciosamente

    Josiel Dias
    http://josiel-dias.blogspot.com
    Rio de Janeiro

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