martes, 19 de noviembre de 2013

LA NEGRA SOMBRA DEL MIEDO







óleo de Bernard Buffet


El miedo a lo desconocido, atávico y absurdo, nos impide disfrutar de lo que tenemos. Somos nuestros miedos, que nos atrapan, nos corroen y consumen, que se confabulan para que sintamos la vida como un lugar peligroso, un riesgo permanente donde no hay que bajar la guardia y vivir confiado jamás. 
Algunos miedos son los mismos que nos vienen angustiando desde el australopithecus, otros varían con las épocas y van surgiendo con las circunstancias, como el pánico reciente a la autodestrucción, al final de la especie humana.
El miedo paraliza, lo tiñe todo de negro, solo presta atención a las cosas malas, es demoledor y angustioso. La selva quedó atrás, de nada sirve abrir los ojos como platos para aumentar el campo de visión o que el corazón bombee a cien por hora preparándonos para la huida: el peligro más letal ya no son las fieras o las tormentas, es la soledad, la injusticia, la miseria, la estupidez, la maldad... tantas cosas.
Con la experiencia se va perdiendo el miedo al miedo, plantando cara a la vida y a la muerte para poder gozar el momento, que es la única forma de gozar. 



óleo de Erik Werenskiold


4 comentarios:

  1. Que linda imagem a ´da menina! Não conhecia o pintor e fiquei maravilhada! O medo é terrível e espera-nos a cada canto da vida. Hoje mais do que nunca sem sabermos nada do que o futuro trará... Se não por nós que já temos a vida adiantada, pelos que ficam. lembro-me de um grande amigo nosso em Telavive me dizer que os sentimentos mais fortes da vida são o amor e (não o ódio) o medo! E acredito...
    No entanto, espero que sejamos capazes de aproveitar o momento que passa, como diziam os antigos romanos e muito bem: Carpe diem!
    A menina do quadro parece-me que já está a pensar nisso.... Vamos com ela!!!!
    beijinhos

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  2. Penso que realmente aprendemos a conviver com o medo e a superá-lo. O medo das coisas que vemos todos os dias na televisão: roubos, mortes, guerras, desastres naturais, doenças...
    Mas à medida que algumas coisas nos vão acontecendo e as vamos superando, apercebemo-nos que somos fortes e que há coisas que não podemos evitar, mas acabamos por ultrapassar. Nunca ninguém é completamente feliz, por isso há que saber tirar partido de cada momento e agarrar todos os bocadinhos de felicidade, porque em qualquer altura a vida pode mudar, mas não podemos estar sempre a pensar nisso.
    Há pessoas que têm mais medos que outras e alturas da vida em que cada um de nós tem os seus medos mais acentuados. Enfim, eu acho que vou conseguindo ultrapassar os meus e os que tenho são mais em relação às pessoas da família e as pessoas de quem gosto. Medo que lhes aconteça algo mau.
    Tenho uma coisa que me ajuda: a minha fé ou espécie de fé.
    E vou vivendo, acreditando que tudo passa. Não quero que o medo me paralise ou me impeça de viver.

    Achei as pinturas muito bonitas.

    Um beijinho grande

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  3. Así es, querida María, nos vamos acostumbrando a convivir con nuestros miedos, esperando ese día glorioso en que ya no tengamos miedo a nada. Ese estado de gracia solo no lo puede dar la edad, el desapego, la sabiduría. Es tan dificil de conseguir que quién lo alcanza emana una luz especial. La mayoría de los miedos son inducidos, muchas veces por intereses oscuros. Siempre hubo miedo, ojalá el hombre algún día se libere de ese sentimiento tan angustioso.
    Las pinturas, como siempre poco conocidads y muy bellas.
    Fuerte abrazo,
    Manuel.

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  4. Me lembro muito de uma fala de Mia Couto sobre o medo e costumo ler bastante sobre ele. É fato, nos corta a perna, nos envenena e nos paraliza, mas temos de resistir.
    Bom, cada qual a seu tempo, torcemos que consigamos todos, furar essa barreira que durante toda a nossa vida, se senta na sala de nossas casas.

    bjs muitos e flores, sempre acho que elas podem com o medo.

    bjs meus

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